No Vadio acreditamos que grandes vinhos nascem de vinhas vivas. A nossa abordagem baseia-se na viticultura regenerativa, uma forma de agricultura que procura devolver à terra mais do que aquilo que dela retiramos. Os nossos 10 hectares de vinhas, distribuídos por 15 vinhas e 27 parcelas no Vale D. Pedro, são cuidados com atenção ao detalhe, respeitando o equilíbrio natural do ecossistema. Praticamos agricultura biológica, mas vamos além disso: cultivamos o solo como um organismo vivo, fomentamos a biodiversidade e trabalhamos sempre com o objetivo de regenerar os ciclos naturais.
Entre as práticas que praticamos estão:
Acreditamos que uma vinha equilibrada e biodiversa expressa melhor o seu lugar. Esta filosofia traduz-se em vinhos com identidade, frescura e autenticidade — vinhos que refletem o tempo e o espaço onde nascem. Cada parcela é cuidada com base nas suas características de solo, castas e outros fatores vitícolas, para alcançar uma maturação equilibrada com identidade própria. Reestruturámos a maioria das vinhas com sistemas de poda adaptados ao nosso objetivo de produções mais equilibradas e de melhor qualidade.
Na Bairrada, o sistema de poda tradicional permite produções muito elevadas. Para a Baga optámos por usar o sistema de cordão unilateral com copas mais altas, o que resulta em melhor ventilação, exposição solar, menores produções e maturações fenólicas mais consistentes.
No Vadio, cada vinho nasce de uma vinha — ou de parcelas muito específicas que acompanhamos desde o início com um propósito bem definido. Acreditamos que é a vinha que dita o vinho: a forma como está plantada, a sua orientação, os solos, a inclinação, a exposição solar — tudo contribui para o perfil que virá a expressar. Por isso, cada parcela é pensada com intenção desde a plantação, para dar origem a um vinho com identidade própria.
Trabalhamos exclusivamente no Vale D. Pedro, uma mancha contínua de cerca de 150 hectares de solos argilo-calcários, junto à nossa aldeia. À primeira vista, parece um único bloco de vinha — mas, na verdade, é composto por cerca de 300 pequenas parcelas, o que reflete bem a realidade da Bairrada, uma região profundamente marcada pelo minifúndio, onde o trabalho da terra sempre esteve repartido entre muitas mãos e fragmentado em pequenas porções.
Dentro desse vale, as zonas mais baixas — com solos mais férteis e maior humidade — são onde nascem os nossos espumantes. Estas condições ajudam a preservar a acidez e a frescura, essenciais para o perfil vibrante e elegante que procuramos neles. Já para as uvas brancas, como o Cercial, escolhemos solos arenosos, que são a origem do nosso Vadio branco. A partir deste território desenvolvemos três categorias de vinhos tintos de Baga:
O Vadio representa a expressão mais ampla do Vale D. Pedro, feito a partir de várias parcelas que traduzem a diversidade do lugar.
O Grande Vadio resulta de três parcelas de encosta com exposição sul, que oferecem maior profundidade, estrutura e complexidade.
E, por fim, os nossos vinhos de parcela única, uma expressão ainda mais precisa da origem — como o Rexarte, que traduz de forma clara o caráter singular da vinha de onde nasce. Esta é a nossa forma de trabalhar: com foco na vinha, no detalhe de cada parcela, e no compromisso de revelar todo o potencial da Baga e da Bairrada.
Do nosso pequeno projeto familiar para a sua casa, o Clube Perpetuum oferece vinhos e experiências pensadas por nós, para que se conecte não só aos vinhos, mas também às pessoas que os celebram.
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